Pré-natal: saúde para a mamãe e para o seu bebê

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25/04/2018

O pré-natal deve ser iniciado assim que a gravidez for confirmada. É importante tanto para gestações de baixo risco, como para as de alto risco. Seu objetivo é garantir o bom andamento da gestação e proteger a saúde da mãe e a do bebê. Na primeira consulta com o obstetra, normalmente, os procedimentos são: a verificação do histórico da saúde da futura mamãe, o conhecimento do seu ciclo menstrual, a confirmação dos sinais de gravidez e, para fechar o diagnóstico, a solicitação do exame de sangue, que confirma a presença de hormônio comum durante a gravidez.                                                                                                                            

Para a segurança da mamãe e desenvolvimento saudável do bebê, normalmente, são solicitados os exames que seguem abaixo.                                                                             
-Grupo sanguíneo e fator Rh: verifica a compatibilidade sanguínea. Se a mãe for Rh negativo e a criança Rh positivo (no caso, o pai é Rh positivo), a incompatibilidade pode levar à destruição das células vermelhas do feto.
-Glicemia: avalia a presença de diabetes mellitus Anti-HIV: em caso de resultado positivo, já existem medicamentos que, se utilizados de maneira correta e no momento certo, podem reduzir o risco de transmissão para o bebê.
-Sífilis: a doença pode ser transmitida ao bebê, causando malformações.
-Toxoplasmose: a doença, também, pode ser transmitida e causar malformações no feto.
-Rubéola: a doença é viral e pode levar ao abortamento e malformações graves.                                                                 
-Urina e urocultura: investiga infecção urinária que, durante a gestação, pode aumentar o risco de parto prematuro e de infecções mais graves, como a renal.
-Hepatite B: para mães portadoras do vírus já existem procedimentos que reduzem a transmissão para o bebê.
-Ultra-sonografia (US) 

São feitos vários exames durante a gestação.
Entre a 7ª e a 8ª semana, verifica-se se a gestação é tópica (intra-uterina), o número de embriões, a presença dos batimentos cardíacos fetais e o tempo de gestação. 
Entre a 11ª e o fim da 13ª semana de gestação, faz-se a medição da Translucência Nucal, para avaliar o risco de cromossomopatias, como a Síndrome de Down. Entre a 20ª e a 24ª semana, é feito o estudo morfológico mais detalhado da anatomia fetal e a avaliação do seu crescimento. 
Entre a 34ª e a 37ª semana, faz-se uma análise geral da morfologia fetal: peso, posição, grau de amadurecimento da placenta e avaliação da apresentação fetal. Se for possível realizar apenas um único ultra-som, é preferível que ele seja realizado entra a 20ª e a 24ª semana.

Cuidados com a mamãe
É extremamente importante que a paciente siga as orientações do médico que a acompanha. Seu médico conhece sua saúde e as condições da gestação. Ele faz a avaliação da nutrição da gestante e a indicação de uma dieta balanceada, pois o ganho excessivo de peso pode ser prejudicial. O médico também orienta sobre a reposição do ácido fólico, nas primeiras semanas de gravidez, e do ferro (sulfato ferroso), a partir do segundo trimestre, até o término da lactação. Geralmente, são indicados alimentos ricos em cálcio. A vacina antitetânica também deve ser indicada pelo médico.                                                                             

Meia elástica e cuidados com o uso de medicamentos
O uso de meia elástica, geralmente, é aconselhável, pois evita o surgimento de varizes e diminui o risco de trombose.
O uso de remédios e de alguns produtos de beleza também requer acompanhamento médico, pois muitos deles podem fazer mal ao feto.